Música e informação marcam o quinto concerto da OCB
- Aamarte

- 10 de set. de 2021
- 3 min de leitura

A Orquestra Contemporânea Brasileira (OCB) realizou o quinto concerto da Temporada 2021 no último domingo (05). Os internautas interagiram com a apresentação
Os concertos da Orquestra Contemporânea Brasileira (OCB) são um bom momento para conhecer a biografia dos grandes compositores da música erudita mundial. Na sua quinta apresentação, realizada no último domingo (05), foram interpretados arranjos musicais de Franz Schubert, Antonio Vivaldi, Alberto Nepomuceno, Sivuca e Glorinha Gadelha. A OCB é patrocinada pela multinacional Energias de Portugal (EDP) e conta com apoio do Instituto EDP. Todas as apresentações da Temporada 2021 podem ser conferidas pelo YouTube da Associação dos Amigos da Arte (AAMARTE) e do Cineteatro São Luiz.
O concerto teve início com uma composição do austríaco Franz Schubert. “Ele nasceu em Viena, na Áustria em 1797. O seu pai e o seu irmão eram músicos. Aos nove anos, ele aprendeu a tocar violino com o pai e piano com o irmão. Mas logo superou todos eles e se tornou o músico mais talentoso da família. Dono de uma bela voz, passou a se dedicar ao canto e também a estudar composição”, detalha o maestro Arley França no início da apresentação.
“Aos 18 anos já havia composto mais de 200 músicas, com destaque para sinfonias e óperas. Dentre as suas composições mais conhecidas, podemos citar a ‘Sinfonia Inacabada’ e a ‘Ave Maria’. Apesar de ter vivido apenas 31 anos, Schubert tornou-se um dos mais importantes compositores do Século XIX”, continua.
Após apresentar Schubert, a OCB viajou ao período Barroco e tocou músicas do italiano Antonio Vivaldi. Ele era violinista, professor de música, compositor e também sacerdote. “Nasceu em Veneza, na Itália, e em 1678 se tornou um grande compositor. Vivaldi compôs 770 músicas, dentre elas as conhecidíssimas ‘Quatro Estações’. Em 1711 ele escreveu uma série de 12 concertos para violino, chamados de L´estro Armonico, que significa ‘inspiração harmônica’”, ensina Arley aos internautas.
Dando sequência ao espetáculo, a orquestra tocou o “Adágio para Orquestra de Cordas”, do cearense Alberto Nepomuceno, que nasceu em Fortaleza em 1864. “Era filho de Vitor Augusto Nepomuceno, um violinista que também era regente de banda e organista da catedral de Fortaleza. Em 1872 sua família se mudou para Recife e lá ele começou a estudar piano e violino”, explicou o maestro.
Arley lembrou que Nepomuceno teve uma vida muito difícil, já que o pai faleceu e ele precisou, ainda muito jovem, começar a trabalhar para sustentar a sua mãe. “Morou também no Rio de Janeiro e de lá partiu para aprender composição na Europa, tendo estudado na Itália, Alemanha e Noruega. Na Noruega tornou-se aluno e amigo de Edward Grieg, um dos maiores compositores do país. Considerado ‘o pai do Nacionalismo’ na música erudita brasileira, deixou diversas composições para orquestra, música de câmara, óperas e música vocal”.
Outro artista apresentado pela orquestra foi Carlos Gardel, conhecido por internacionalizar o tango. “Nascido na França em 1880, Carlos Gardel foi morar na Argentina ainda criança, aos dois anos e meio de idade. Lá tornou-se um dos maiores cantores de Tango de todos os tempos”. A orquestra tocou ‘Por una Cabeza’, de Carlos Gardel, que fala da história de vida e das paixões de um apostador de corrida de cavalos. A apresentação foi finalizada com a música “Feira de Mangaio", de Sivuca e Glorinha Gadelha.
Assim como nas outras apresentações, a OCB contou com a participação de internautas, que interagiram com o concerto. De Limoeiro do Norte, Nely Faheina elogiou a apresentação. “Meu presente de domingo. Gratidão ao maestro e à orquestra. Deus os abençoe hoje e sempre”, disse ela. “Parabéns ao grupo, ao projeto e ao maestro Arley França por nos presentear com essa oportunidade de apreciação. Excelente!”, destacou o internauta Márcio Almeida.





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