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Uma história musical passada de geração para geração



Ainda criança, o primeiro baterista a tocar na Banda de Música de Pindoretama já se identificava com o som do instrumento, ao ouvir as músicas que tocavam nas emissoras de rádio. O que era só admiração, começou a se tornar realidade ainda na adolescência, quando Francisco Lima teve os primeiros contatos com a bateria.


Aos 16 anos, ele começou a tocar nas missas e encontros de jovens da Igreja Católica local. Incansável por mais conhecimento e aprimoramento musical, aos 18 anos pleiteou uma vaga na Banda de Música de Pindoretama, período em que ainda não existia formalmente a Associação dos Amigos da Arte (AAMARTE).


“Nessa época, eu lembro que tinha que dividir meu tempo entre a escola e os estudos musicais. Na banda, minha rotina mudou completamente. Conheci outros lugares e interagi com muitas pessoas”, lembra. O que mais marcou sua vida nessa época, segundo relata, foi o aprendizado musical e a disciplina. “Éramos incentivados a sermos os melhores e os mais competentes e a AAMARTE faz um excelente trabalho, pois, além de musicalizar, incentiva o crescimento pessoal dos jovens”.


Formado em Letras e com pós-graduação em Música, Francisco trabalha como secretário-executivo da Arquidiocese de Fortaleza. O interesse pelo aprendizado da música tem gerado frutos na família. Casado com Gracieude e pai de Daniel e Davi, ele comemora a presença da musicalização, que tem desenhado uma bela trajetória entre as duas gerações. Os dois filhos são alunos de música e escolheram o mesmo instrumento do pai: Daniel estuda na AAMARTE e Davi na Escola Profissional de Aquiraz.


O gosto de Daniel pela bateria veio da observação constante ao ver Francisco tocar. “A bateria me faz muito feliz, é empolgante. Depois que comecei a estudar esse instrumento fiquei mais atento aos outros, como se estivesse enxergando e ouvindo tudo pela primeira vez. É uma sensação ímpar”.


Com 11 anos, o estudante do Colégio Cristo Rei, de Pindoretama, procura otimizar seu tempo ao longo do dia, de modo que possa contemplar os compromissos letivos e a música. Pela manhã e depois do horário de almoço, Daniel faz as atividades escolares. “Daí tenho o resto do tempo livre”. Ele estuda bateria às terças e quintas-feiras, de 14 às 16 horas, na sede da AAMARTE.


“Meu pai sempre fala, com muito orgulho e saudosismo, sobre o tempo em que estudou na AAMARTE. Isso fortalece em nós o amor pela música e pelo instrumento que nos une, que é a bateria”. O filho de Francisco Lima também relata que o que não consegue assimilar na aula, pede ajuda ao professor que tem em casa: o pai. “Ele sempre revisa tudo comigo”.

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